quarta-feira, 2 de abril de 2014

Análise e Descrição de Funções


Identificação de Necessidades

O recrutamento tem início com a tomada de decisão da necessidade do preenchimento do cargo vago por parte do órgão que possui a vaga (Chiavenato, 2000).
Esta tomada de decisão deve-se a quatro fatores:


•Saída de um colaborador;
•Aumento do Departamento;
•Deslocalização;
•Necessidades temporárias

Preparação do Recrutamento

Descrição da Função: Se não existir previamente, a análise da função deverá ser elaborada ou revista aquando do recrutamento (Peretti, 2001).
A definição da função visa descrever exata e exaustivamente as componentes de uma função (Caetano e Vala, 2002), levantando os aspetos intrínsecos do cargo, ou seja, o seu conteúdo, e os aspetos extrínsecos do mesmo, ou seja, os requisitos que o colaborador deve possuir para o ocupar (Chiavenato, 2000).
Quando se procede à análise de uma função, existem três elementos a abordar (Câmara, Guerra e Rodriguês, 2003):

Titulo de Função: Identificar a função concretamente, o seu título e o seu enquadramento na organização;

Conteúdo da Função: Especificar os requisitos pretendidos para o candidato nomeadamente: aptidões e competências técnicas, experiência anterior, dimensões comportamentais exigidas para o sucesso na função e fatores preferenciais;


Contrapartidas Remuneratórias: Especificar o que a organização oferece em troca como remuneração e benefícios atribuídos, oportunidades de formação e de carreira, o local de trabalho, o horário, entre outros.


Definição do Perfil Psicoprofissional da Função: Quando se identifica o perfil psicoprofissional os seguintes fatores:


Competências Profissionais: Capacidade reconhecida em determinado domínio, conjugando os conhecimentos adquiridos e o saber-fazer. Estas podem ser básicas (indispensáveis para o candidato iniciar na função) e as preferenciais (aquelas que favorecem a integração na função, valorizam o seu desempenho ou alargam as possibilidades de progressão profissional);


Características Pessoais: Estamos no âmbito do saber-ser, ajustável às exigências da função e que se expressa em comportamentos, que têm subjacentes características pessoais ou de personalidade. Há que identificar as principais características pessoais desejáveis para o exercício de uma determinada função, tais como: iniciativa, autonomia, dinamismo, empatia…


Motivações: De nada servem as competências profissionais e pessoais, se não lhes estiver associado o interesse de se ter êxito no desempenho de determinada função. Ou seja, é necessário, ponderar quais as motivações que se gostaria de descobrir nos candidatos


A análise da função deve ser o mais fiel possível à realidade sob pena de trazer inconvenientes como insatisfação no momento da integração ou insucesso profissional (Peretti, 2001).

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